Desde 2007 a Organização das Nações Unidas estipulou o dia 02 de abril como o Dia Mundial do Autismo, em uma conferência em 18 de Dezembro que buscou promover o esclarecimento acerca deste diagnóstico. Foram apenas 11 anos desde este encontro, tempo recente para um transtorno que afeta cerca de 70 milhões de pessoas no mundo e 2 milhões somente no Brasil. Mas apesar desta abrangência, você sabe o que é Autismo? Já buscou pesquisar ou compreender o que significa este nome?
A nomenclatura atualizada enquanto padrão para este quadro é Transtornos do Espectro Autista (TEA), mas este termo na verdade abarca uma série de especificações, experiências e característica de diferentes transtornos que em um amplo olhar fazem parte do que compete ser autista. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), são três os tipos de autismo (Síndrome de Asperger, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Transtorno Autista) e três os graus para se identificar o transtorno. Mas além dessa tentativa de enquadramento para uma melhor compreensão destas síndromes, cada pessoa desenvolve-se a partir de suas especifidades e expressa o autismo à sua maneira. Não há como aplicar os estudos acerca das características destes transtornos como regra.
Três são os transtornos mais recorrentes:
Síndrome de Asperger
Dentro do espectro autista, a Síndrome de Asperger é de suas expressões a mais leve, aquela que aflige ao seu portador de forma mais branca. Configuram às crianças que possuem comportamentos obsessivos relacionados a temas, objetos ou uma atenção específica. É também chamada de “Autismo de Alto Funcionamento” pois costuma desenvolver-se em pessoas que possuem inteligência acima da média e não afeta de forma não intensa as faculdades comunicativas. Por outro lado, carrega também a propensão à quadros de ansiedade.
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento
Esta é uma expressão intermediária dentro do espectro do autista. Seus sintomas são vadiados, mas diferente do interior é possível observar uma interação social mais prejudicada, assim como uma competência linguística. Por outro lado, não carrega o corriqueiro comportamentos de repetição que geralmente é associado ao autismo de modo geral.
Transtorno Autista
O que chamamos geralmente de Transtorno Autista é o quadro mais difundido e um tanto estereótipo do que se compreende o autismo: interação social mais prejudicada, dificuldade na função cognitiva e linguística, e comportamentos obsessivos e repetitivos. Das três nomenclaturas, é a que expressa características de maior complexidade para quem porta e quem convive.
Outro quadro ainda mais grave é conhecido como Transtorno Desintegrativo da Infância e refere-se à perda das habilidades intelectuais, sociais e linguísticas sem chances de recuperação futura. Afeta 2 a cada 100 mil crianças e ocorre geralmente entre 2 e 4 anos de idade.
Mas qual a cura para o autismo?
Pensar em cura é automático para aqueles que entram em contato com o autismo num primeiro momento, mas é preciso ser enfático ao dizermos que não há. Assim como não há razões claras para o que pode vir a causas os quadros de autismo, não há também prospecção para sua cura além de tratamentos que auxiliam no convívio e manutenção de um estado positivo de socialidade. Há terapias, medicamentos, dietas e diversas formas para acompanhamento daqueles que vivem dentro do espectro; métodos que auxiliam na interação, convívio e potencialização de suas capacidades. Para isso, é de extrema importância a orientação médica para a identificação do quadro, grau e qual a melhor abordagem.
Porém, para além da ótica de cura e doença, a proposta do Dia Mundial do Autismo é lançar um olhar de igualdade para aqueles que vivem dentro e fora do espectro do autismo. É comum taxarmos o autismo enquanto doença, irreparável e degenerativa, quando na verdade os que lutam por esta causa buscam evidenciar as capacidades intelectivas e independentes dos jovens que possuem autismo e mantém uma vida social ativa, com limitações e potências assim como qualquer outra pessoa.
Seja você mãe, familiar em geral, profissional de educação ou qualquer outra pessoa, busque se informar sempre sobre os Transtornos do Espectro Autista, busque orientação profissional e, principalmente, tenha mente e coração aberto para compreender as características dos que vivem dentro do espectro, lembrando que o autismo não necessariamente é o que as define. Todos somos plural.
